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Pesquisador cria protótipo facial inédito, em 3D, a partir de aplicativo de smartphone

Publicado: Segunda, 19 de Dezembro de 2016, 11h57 | Última atualização em Terça, 24 de Janeiro de 2017, 15h14

A criação de um protótipo facial em 3D, a partir de aplicativo de smartphone, realizada pesquisador UNIP em parceria com a DT3D/CTI, desperta atenção pelo baixo custo. O trabalho desenvolvido permite a criação de próteses para a restauração de faces que tenham sido mutiladas.

Com o objetivo de encontrar formas mais acessíveis de desenvolver próteses faciais, Rodrigo Salazar Gamarra, especialista em reabilitação bucomaxilofacial e mestre em Odontologia pela Universidade Paulista (UNIP), utilizou a câmera de um smartphone comum e o aplicativo Recap 360, da Autodesk (www.autodesk.com), para criar uma técnica mundialmente nova para a reconstrução protética da face utilizando protótipos impressos em três dimensões.

O ineditismo do trabalho está na técnica. Munido apenas de um smartphone, o dentista utiliza a câmera simples do aparelho para tirar uma série de fotos  protocolizadas de um paciente com deformidade facial a fim de captar a sua anatomia. O rosto é então digitalizado em 3D a partir do software online chamado Recap 360. Em seguida o arquivo é enviado ao 3D designer Cícero Moraes, conhecido especialista em reconstrução facial forense e expert em modelagem de próteses humanas e veterinárias. Uma das técnicas de modelagem 3D adotadas consiste em utilizar uma imagem espelhada do lado saudável da face ou de regiões únicas como a do nariz ou dos lábios do paciente ou de um doador digital.

A prótese digital em alta resolução é então enviada ao Dr. Salazar e impressa em 3D. É possível transformar o protótipo impresso nos materiais precisos para terminar a prótese facial sob medida, em silicone e com acabamento próximo à natureza da pele humana.

Um dos pacientes submetido à técnica vive em São Paulo, tem mais de 70 anos e perdeu a órbita direita em virtude de um câncer na face. A equipe realizou o processo e, em menos de 20 horas, ele recebeu a prótese de silicone no rosto e pode sair na rua sem precisar usar óculos escuros para esconder o rosto.

“Existem muitos pacientes com mutilações faciais em decorrência de acidentes e doenças como o câncer. Nem todos podem custear um tratamento convencional. Softwares como o 123D Catch, Recap 360, Blender 3D e equipamentos de baixo custo podem viabilizar o acesso ao tratamento e possibilitar que  centros clínicos, que ainda não têm tecnologia de ponta, passem a oferecer uma alternativa de qualidade e baixo custo”, afirma Salazar Gamarra.

A pesquisa foi iniciada em dezembro de 2014, como dissertação do Mestrado em Odontologia da Universidade Paulista – UNIP, em São Paulo. Em vista dos resultados positivos, Salazar Gamarra se prepara para avançar a pesquisa, agora em um doutorado. O projeto está sendo orientado pelo Prof. Doutor Luciano Dib, da UNIP, com contribuições da especialista em próteses espaciais Rose Mary Seelaus, da Universidade de Illinois, em Chicago, conta com a participação e auxílio técnico do 3D designer Cícero Moraes e ainda, em parceria com a Divisão de Tecnologia Tridimensionais do Centro Tecnológico da Informação Renato Archer (CTI), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Governo Federal, com apoio do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP), da Fundação Capes.

 

Todo o processo do projeto até a impressão da prótese desenvolvida pelo pesquisador

 

 Veja mais sobre o projeto na reportagem produzida pelo Jornal da Record:

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Assunto(s): 3D , CTI , DT3D , prótese
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