Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Início do conteúdo da página

PETSA 2017: Tecnologia de liberação controlada de fármacos para combate de parasitoses em peixes será apresentada na feira

Publicado: Sexta, 11 de Agosto de 2017, 15h21

O NIT Mantiqueira, em parceria com a Rede Namor, leva estudo de ação de nanopartículas de quitosana para tratamento e vacinas em peixes para a PetSA 2017. Evento acontece do dia 15 a 17 de agosto. 

Durante a feira Pet South America, o público presente no estande do Arranjo NIT Mantiqueira poderá conhecer uma nova maneira de garantir boas práticas e o bem estar na piscicultura.  Para conter a disseminação de agentes infecciosos durante o processo de criação e manejo de peixes, a pesquisadora Roseane Maria Ribeiro Costa, do Laboratório de Nanotecnologia Farmacêutica da Universidade Federal do Pará (UFPA), desenvolveu nanopartículas fluorescentes de quitosana para avaliar sua biodistribuiçao em tecidos de peixes administrado em banhos de curta duração.

O trabalho realizado deu início a uma linha de pesquisa baseada na incorporação de compostos ativos voltados para a sanidade e nutrição animal utilizando veículos poliméricos biodegradáveis e insumos oriundos do reaproveitamento agro-industrial.

O estudo demonstrou que as nanopartículas de quitosana possuem capacidade mucoadesiva em tecidos de pele, brânquias e intestino que são considerados locais alvo para a infecção de parasitas comuns aos peixes, como os trematódeos monogenéticos (Filo Platyheminthes, classe Monogenoidea), por possuírem ciclo de vida direto e facilidade de reprodução.

Para provar a funcionalidade das nanopartículas fluorescentes de quitosana, o grupo de estudo da UFPA expôs alevinos de tambaquis amazônicos a banhos com nanopartículas. Após o experimento, os pesquisadores avaliaram a biodistribuição do composto nos principais tecidos do animal. A pesquisadora conta que foi possível observar pontos de fluorescência característicos das nanopartículas nos tecidos investigados comprovando que as partículas biodegradáveis têm potencial uso para entrega de fármacos nos principais tecidos alvos de infecção de peixes.

Após o experimento, uma análise estatística foi realizada e confirmou de forma significativa que as nanopartículas podem ser utilizadas como sistema de liberação controlada para tratamento de doenças relacionadas de peixes.

Peixes e contaminação por parasitas

O consumo de peixes representa 17% do consumo de proteína mundial e chega em 70% em alguns países tissulares e costeiros. No Brasil essa atividade corresponde a 40% de toda a produção de pescado, cerca de 1,3 milhão de tonelada por ano, seguindo tendência de chegar a 20 milhões de toneladas até 2030. A área de produção de peixes lança vários desafios contra a disseminação de agentes infecciosos e parasitários decorrentes de problemas relacionados pelo descuido do manejo.

Doenças em peixes em ambiente de cultivo é um fator limitante para a sua criação. Várias são as causas: grande quantidade de animais em um tanque, queda de imunidade, aparecimento de doenças e aumento do número de mortes. Para contornar esse problema, novas abordagens em formulações farmacêuticas para peixes devem ser desenvolvidas. Na área da medicina voltada para criação de peixes é crescente o uso de sistemas em escala nanométrica, as chamadas nanopartículas, a serem incorporados em dietas de peixes, bem como, em banhos terapêuticos com ação antimicrobiana, antiparasitária e antifúngica, para tratamento de doenças ou até mesmo, promover a vacinação dos animais por levar genes que ativem o sistema imunológico do animal para proteção contra doenças.

Serviço

PET South America - Feira Internacional de Produtos e Serviços para a Linha Pet e Veterinária

Estande: 292

Data: de 15 a 17 de agosto

Local: Expo São Paulo

Horário: das 13h às 21h

http://www.petsa.com.br/pt

registrado em:
Assunto(s): Petsa , peixes , Rede Namor , inovação
Fim do conteúdo da página